Robinson: o legado de uma família inglesa na história de Portalegre
DOI:
https://doi.org/10.52152/heranca.v8i2.1074Palavras-chave:
Portalegre, Robinson, indústria corticeira; imprensa; filantropia.Resumo
Existem momentos na história em que o material se mescla com o imaterial, a Fábrica Robinson, comummente conhecida por Fábrica da Rolha, representa o momento áurico onde isso acontece. Por iniciativa de uma família inglesa, Portalegre assistiu à edificação de um genuíno império industrial na segunda metade do século XIX, entrando em declive na segunda metade do século XX sob a égide da Sociedade Corticeira Robinson S.A, constituída em 1931. O ano de 1848 marcou o início de um período auspicioso na história de Portalegre - George Robinson e a sua família instalam-se definitivamente em Portalegre, através da aquisição de uma pequena unidade fabril que, passo a passo, a vão transformar num poderoso império. A dinâmica da família Robinson extravasa a atividade corticeira e destaca-se o caráter filantrópico das inúmeras iniciativas em que participaram. Este artigo revela o legado da família inglesa Robinson e expõe a situação calamitosa em que se encontra o antigo império corticeiro. A análise aponta diversas soluções, destacando, entre outras, a importância de dar a conhecer o vasto legado da família e contribuir para a preservação do património industrial, que atualmente se encontra em avançado estado de degradação.
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