A NARRATIVA TRADICIONAL COMO RUÍNA NO CONTO BOLA DE SEBO, DE GUY DE MAUPASSANT

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52152/heranca.v5i2.531

Palavras-chave:

Guy de Maupassant, conto, narrativa tradicional, História Literária, Património

Resumo

A partir do conto Bola de Sebo, escrito por Guy de Maupassant (1850-1893), pretendemos apresentar o modo como o autor trabalha com dois planos narrativos, a saber: o primeiro plano, em que narra uma história no contexto da guerra Franco-Prussiana, século XIX, e o segundo plano em que o autor nos remete ao poema romanceado da tradição oral, intitulado Il était un petit navire. Essa narrativa, que é apenas mencionada numa frase, configura-se como uma espécie de ruína ou fragmento que sustenta a estruturada narrativa de primeiro plano ou superfície. Considerando que temos duas estruturas narrativas, optamos pelo método comparativo entre as estruturas narrativas como método de análise e assim chegamos à conclusão de que a tese de Ricardo Piglia se confirma naquilo que concerne a todo conto sempre contar duas histórias, bem como reconhecemos a importância da ruína ou fragmento como matéria nobre para criação literária, conforme observou Walter Benjamin sobre sua importância na criação barroca.

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Biografia Autor

Nelma Santos, Universidade do Estado da Bahia

Nelma Aronia Santos é bacharelada e licenciada em Letras Vernáculas pela Pontifícia Universidade de São paulo, onde também realizou seu mestrado em Literatura e Crítica Literária e Doutorado em Comunicação e Semiótica. É Pós-Doutora em Literatura Brasileira e Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa - PT. É professora adjunta da Universidade do Estado da Bahia, onde leciona Literatura Contemporânea, Literatura e Outras Artes e Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa. Área de interesse: Literatura e outras linguagens

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Publicado

2022-12-18

Como Citar

Santos, N. (2022). A NARRATIVA TRADICIONAL COMO RUÍNA NO CONTO BOLA DE SEBO, DE GUY DE MAUPASSANT. Herança - Revista De História, Património E Cultura, 5(2), 155–164. https://doi.org/10.52152/heranca.v5i2.531